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A Voz de Castelo Branco

2023/07/04

Comissão Nacional de Unesco apoia candidatura aos Bordados de Castelo Branco

Concelho

A candidatura de Castelo Branco à Rede de Cidades Criativas da Unesco, na categoria Artesanato e Artes Populares, com os bordados albicastrenses foi formalmente aceite pela Comissão Nacional da Unesco. O coordenador do processo de candidatura e vice-presidente da autarquia, Hélder Henriques, “congratula-se com este passo, na medida em que o mesmo contribui para a valorização da identidade cultural de Castelo Branco e ajuda no engrandecimento da comunidade. Este é um importante reconhecimento nacional da relevância da criatividade, enquanto instrumento de desenvolvimento, no território onde vivemos”.

O projeto iniciou-se no princípio de 2022. A integração dos bordados de Castelo Branco na Rede de Cidades Criativas da UNESCO promove a cooperação com outras cidades que reconhecem a criatividade como fator estratégico de desenvolvimento sustentável.


Ainda de acordo com Hélder Henriques, “a marca e produto Bordado de Castelo Branco é, provavelmente, a nossa maior bandeira e um dos nossos maiores ativos territoriais. E, entendemos que pode ser, se todos quisermos, uma das principais âncoras do nosso desenvolvimento. O bordado de Castelo Branco é passado, é presente, mas também pode ser futuro”, acrescentando que “esta foi uma candidatura que emergiu de uma relação triangular entre a cultura, a criatividade e o desenvolvimento económico”.

Uma excelente plataforma para o desenvolvimento de parcerias promotoras da inovação, das indústrias culturais e criativas, de atividades económicas ligadas à manufatura bem como a coesão social do concelho. Ao mesmo tempo, trabalha a afirmação de Castelo Branco no panorama nacional e internacional, passo fundamental para que possa ganhar ainda mais notoriedade, atraindo pessoas e investimento para esta região.
O bordado de Castelo Branco nasceu há muito tempo, crê-se ter sido no século XVIII o período mais fecundo na sua confeção. Depois de uma fase mais frouxa no século XIX, o primeiro quartel do século XX assistiu ao ressurgimento desta marca. Seja pela origem artística, com a criação de uma marca própria, seja pela perspetiva económica, como meio de subsistência, o Bordado é um dos bens mais preciosos que Castelo Branco se prepara para mostrar ao mundo.

O Bordado de Castelo Branco tem características que o tornam único e distinto entre os bordados portugueses: os motivos têm uma estética que corresponde a uma gramática visual própria. A intensidade das cores e a luz é conferida pelos fios de seda, bordados sobre a base de linho artesanal cru. Os desenhos/motivos tem uma simbologia própria que o observador é convidado a descobrir: a Árvore da Vida, os pássaros, os cravos, as rosas, os lírios, as romãs ou os corações – todos com um perfil claramente exótico. Estas características do Bordado de Castelo Branco foram transpostas para o urbanismo, sendo observáveis quer nas calçadas, como nos edifícios, tornando-se assim num dos símbolos da cidade.
Agora, o Bordado de Castelo Branco está mais próximo do mundo com a aceitação formal da candidatura à Rede de Cidades Criativa da Unesco, na categoria de Artesanato e Artes Populares. O passo seguinte é a avaliação final por parte da UNESCO, em Paris.

 

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